Olinda Gil foi uma grande colaboradora para o desenvolvimento e crescimento da
comunidade. Foi a primeira professora a lecionar em Catanduvinha, vinha de Santo Antônio da
Patrulha e passava a semana toda na comunidade, na casa de José Pereira da Rocha, que foi
inicialmente quem a contratou para que ela lecionasse para seus filhos e para outras crianças da
redondeza.
Em 25 de junho de 1928, Olinda casou-se com um rapaz que morava na Catanduvinha e eles
moravam ali mesmo.
Ele, José Martins Gil, com seus quarenta anos, conhecido por todos como Tio Juca Martins,
era analfabeto, apenas assinava seu nome, mas era muito inteligente, fazia câmbios como ele só.
Seus negócios eram com prazo de até um ano. Cambiava gado, comprava um pedaço de terra aqui e
ali e dessa forma foi formando seu patrimônio. Era uma época bem diferente de nossos tempos, os
pais se preocupavam em deixar terras para os seus filhos como herança.
Ela, jovem, veio apenas para dar aula aos filhos de José Pereira da Rocha, mas logo se
familiarizou, gostou e se apaixonou por essa terra. Após seu casamento continuou lecionando em
sua residência por algum tempo, mas como o marido não achava conveniente, parou de dar aula,
embora contra sua vontade, já que era apaixonada por seu trabalho. Mulher guerreira, passou a ser
dona de casa, costureira e administradora de outros afazeres da família no interior. Para a alegria do
lar os filhos foram chegando. Em primeiro lugar, nasceu Jacob Ernane, o segundo foi José Wilmar,
o terceiro João Abelar e o quarto e último filho foi Flávio Francisco.
Olinda Gil foi uma grande mulher, sofreu muito tempo por não poder lecionar, mas nunca
deixou de envolver-se com as atividades da comunidade. Ela e seu esposo empenharam-se muito
para a construção da igreja. Ela sempre educou seus filhos com muito amor, que era o tempero
chave em tudo o que ela fazia. Os filhos cresceram num clima de união e amor. Mas não tinham
moleza e trabalhavam desde pequenos, o tempo para ir à escola era contado no relógio, e não
sobrava muito tempo para brincar, mesmo assim eles conseguiam fazer suas peraltices.
Hoje Dona Olinda e Seu José são falecidos, mas muito lembrados pela comunidade por seu
papel tão importante e suas vidas dedicadas ao próximo e em fazer o bem.
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