terça-feira, 5 de abril de 2011

Alcides Barth de Medeiros e Luiza Borges Lima

Alcides Barth de Medeiros nasceu em 1911, na localidade de Passo do Sítio em Santo
Antônio da Patrulha, filho de José Peixoto de Medeiros e de Florinda Barth de Medeiros.
Quem me contou sua história foi sua filha Lyra de Medeiros Gil, hoje com 70 anos. Tivemos
um feliz encontro em sua residência.
Ela conta que a infância de Alcides de Medeiros foi como a de qualquer criança da época,
sempre muito obediente aos pais, era um aluno exemplar na escola. Parte de sua juventude foi
dedicada ao plantio e fabricação de fumo, acabou descobrindo que essa atividade lhe provocou um
problema de saúde, passou a trabalhar no comércio, montando então um armazém na localidade de
Morro da Boa Vista.
No ano de 1937, casou-se com a jovem Luiza Borges Lima. Com espirito empreendedor o
casal decide mudar-se para a localidade de Catanduvinha, considerando que nesse lugar teriam
maiores possibilidades de expandir seus negócios, quando abriram o armazém denominado: “Casa
Catanduvinha de Alcides Barth de Medeiros, Roupas Feitas, Secos e Molhados, Fazendas e
Miudezas”. Paralelo ao comércio dedicava-se a criação de gado, plantio de arroz e exportação de
rapadura e melado para a fronteira. No período de 1960 a 1964 foi proprietário, junto com seu genro
da “Empresa de Transporte Coletivo Miraguaiense”, fazendo linha de Catanduvinha à Porto Alegre.
Depois de aposentar-se no comércio, continuou com a criação de gado e ativo nas atividades da
comunidade.
Dona Luiza Borges Lima dedicava-se á lida da casa e as atividades do armazém. Sua grande
preocupação era dar à seus filhos um futuro promissor. Queria que eles cursassem o ensino médio e
superior, que naquela época era um sonho difícil de alcançar devido as dificuldades do interior.
Embora com muita luta, ela realizou seu sonho e sentia-se orgulhosa disso, uma mulher realizada.
Era uma grande conselheira da comunidade, tinha um carinho e um amor inexplicáveis pelas
pessoas à sua volta.
As qualidades mais marcantes do casal eram a honestidade e humildade, sempre
preocupados com a comunidade e o progresso da mesma. Atuavam na igreja, no futebol Esporte
Miraguaiense, auxiliavam as famílias mais necessitadas, quer transportando doentes até a “Vila de
Santo Antônio”, emprestando dinheiro ou dando assistência em momentos difíceis como em
falecimentos de familiares.
Mantinham sempre bom relacionamento com seus fregueses e vizinhos, o que o levou a ter
uma grande lista de compadres e afilhados. Ainda hoje são lembrados com saudades, e por serem
tão especiais, foram homenageados com um trecho da estrada da localidade de Catanduvinha com
os seus nomes.

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